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Fear Effect foi um jogo muito comentado e disputado na época em que foi lançado (2000). A movimentação até lembrava jogos de survival horror como Dino Crisis ou Resident Evil. A diferença ficava por conta da tecnologia Motion FX, que fazia os gráficos semelhantes a desenhos animados durante a própria ação. Era como comandar um anime 3D em tempo real. As cenas de CG tanto no fim das fases como durante a ação são tão sincronizadas que você nem sente que houve um intervalo. Mas a diferença não ficava apenas nos gráficos. Fear Effect foi o primeiro jogo popular a ousar erotismo no console. Fora o sangue...Bem vermelho, vivo e abundante!

A história do jogo mistura máfia e lendas chinesas. Numa Hong Kong futurista (com cenários cyberpunk lembrando filmes como Blade Runner), um grupo de três mercenários resolve encontrar a filha perdida de um chefe da máfia (A famosa Tríade) e devolvê-la mediante ao pagamento de um resgate. É claro, isso é apenas a ponta do iceberg da trama que envolve sacrifícios humanos e pactos demoníacos. Você comanda três personagens em momentos distintos, porém dentro da mesma fase. Hana é uma ex-prostituta boazuda que resolve ganhar a vida agora como mercenária. Ela não se incomoda de usar seus “dotes” para conseguir o que quer. Até o andar dela é sexy. Numa fase memorável Hana tem que enfrentar uma gama de zumbis numa vila em chamas vestindo apenas uma toalha. Não...A toalha não cai durante a ação...Mas ela não hesita em tirar para desviar a atenção de uns soldados que a rendem. Glas é o americano durão. Físico de militar, barba por fazer, colete à prova de balas a mostra. Glas é o tipo de cara que você gostaria de ter ao seu lado numa briga de bar. É mais centrado nos seus objetivos e não deixa muito a emoção dominar a razão.

Deke é um mercenário ao pé da letra...Faz qualquer coisa por grana e não evita quebrar certas regras. Faz um estilo coroa maduro. Veste-se de forma elegante, mas não se incomoda em sujar seu paletó de sangue se for preciso. Juntos eles fazem um time ideal para qualquer parada. Seguem em frente mesmo quando descobrem que a simples missão de chantagear um chefão do crime se transforma numa guerra contra demônios e outras coisinhas que resolvem tentar dominar o mundo. Fear effect segue o estilo clássico dos Survival Horror. Armas em mãos (um arsenal invejável por sinal) para destroçar monstros, robôs e humanos que passarem pela frente, além de paciência para resolver certos enigmas que nos impedem de seguir adiante. Bombas para serem desarmadas, portas eletrônicas para se descobrir a senha de acesso, fusíveis para serem trocados.

O jogo conta também com um inovador sistema de energia. Ela é medida por uma barra com aspecto de eletrocardiograma. A depender do seu nível de stress, a barra reduz com menor ou maior velocidade. Se você estiver calmo e andar lentamente, pode até agüentar uns tiros. Mas se estiver correndo com a adrenalina a mil, um único tiro pode te levar à morte. A forma de batalhar também é interessante. A depender da arma escolhida, você pode contar com as duas mãos. Fica muito mais fácil detonar 10 canalhas se puder carregar uma uzzi em cada mão e mirar em dois ao mesmo tempo. As mortes dos personagens também são muito interessantes mostradas com pequenos vídeos detalhando seu trágico destino. E se você for curioso e quiser ver todos os vídeos das mortes, nem precisa se esforçar muito. A coisa mais fácil no jogo é morrer. Por esse motivo não é interessante entrar numa nova área com afobação. Provavelmente você morreria numa armadilha. Elas estão espalhadas por todo o jogo.

O jogo tem cinco finais possíveis a depender do modo de dificuldade escolhido e de suas opções durante a missão. Fear Effect é um excelente jogo e teve uma continuação (na verdade um “prequel”) um ano depois chamada “Fear Effect : Retro Helix”. Uma versão para o Playstation 2 foi prometida e depois cancelada. Ela se chamaria “Fear Effect: Inferno”. Os fãs do jogo entraram em desespero quando Uwe Boll anunciou que ia ser o diretor da adaptação do jogo para os cinemas. Aparentemente ele desistiu da empreitada e a direção está a cargo do diretor Stanley Tong. A coisa mais conhecida do cara é o filme Mr. Magoo em 1997.